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Gaúchos levam a melhor em Pomerode (por Andrés Baró) |
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Chuva e frio na corrida de aventura Try-On Sul Brasilis Apesar de poucos, os gaúchos de Canoas levaram a melhor neste Domingo em Pomerode. Com o tempo de 5h25min, a dupla XS ADVENTURE completou os 51 Km da corrida de aventura Try-On Sul Brasilis com apenas um minuto de vantagem do quarteto misto Sundown Audax (5h26m), primeiro em sua categoria, da cidade de Curitiba. Entre os 150 particpantes apenas 14 atletas do RS participaram da prova. As
previsões meteorológicas se confirmaram e os corredores
se beneficiaram com o clima ameno e chuva fina, que evitou o desgaste
físico comum em provas ensolaradas. Por outro lado, as trilhas
ficaram escorregadias e enlameadas, alguns competidores sofreram algumas
quedas, sem ferimentos graves, A largada foi dada às 7h30 no Parque de Eventos de Pomerode, com a principal categoria Expedição partindo a pé e os iniciantes em bicicleta. Foi um show, gritos e buzinas empurraram os 150 atletas para a aventura de explorar a montanhosa região do Médio Vale do Itajaiacú, o trajeto passou pelos municípios de Pomerode, Timbó e Rio dos Cedros. O primeiro trecho da Expedição contou com os 9 Km de trekking e navegação apurada pelas trilhas de acentuado desnível. Entre o sobe-e-desce os atletas passavam por florestas fechadas, bananais e caminhos irregulares. Em seguida, os quartetos se dividiam no bike'n run, uma modalidade em que dois integrantes pedalam e os outros dois seguem correndo ao lado. Em trechos planos parece ser uma desvantagem, mas em trilhas íngremes, as bicicletas se tornavam um problema, pois os atletas eram obrigados a empurrá-las ladeira acima. No meio do bike'n run, as equipes encostaram nas margens do lago Weege, para a parte da natação: apenas um atleta de cada equipe tinha de nadar até a outra margem e voltar. Após
100 metros de braçadas geladas, a equipe seguia para um dos trechos
mais emocionantes da corrida, o downhill (decida) de mountain bike. Mas
antes tinham o desafio de vencer 250 metros de desnível, uma penosa
subida. Alguns cavalheiros carregavam duas bicicletas, deixando suas companheiras
mais leves para a ladeira. Depois de toda subida temos a descida; a hora
era de botar para baixo! Técnica e coragem em cima das magrelas:
de início uma sinuosa trilha, com descidas estreitas e raízes
e troncos espalhados pelo chão. Logo, a trilha seguia por um túnel
de árvores, um downhill rápido abrigado pela densa floresta,
até se abrir para uma paisagem rural. Vaquinhas, pasto e o visual
imenso e amarelo de um vale de arrozais. Mão no freio, derrapadas
e o trabalho das suspensões criaram apreensão para muitos
e delírio total para os mais O trecho de caiaque foi uma boa remada nos calmos remansos do Rio dos Cedros. Com um pitstop numa ponte para a prática da tirolesa. Com um cabo ancorado entre a borda da ponte e a margem do rio, os competidores se jogavam e experimentavam a gostosa sensação de viajar no vazio. Foram 8 km de caiaque, em sistema de revezamento para os quartetos, isto é, dois pedalam e dois remam e em certo ponto trocam-se as modalidades. Em seguida, as equipes se preparavam para o pedal final até a chegada, no Parque de Eventos de Pomerode, passando por outras montanhas, como o trecho do Morro Azul, que propiciou outro longo downhill de bike, por um campo de pastos alucinante. Anderson Roos se surpreendeu com o tempo dos campeões que cruzaram o pórtico de chegada às 13h, sua previsão era para as 14h. O clima frio e chuvoso colaborou com os competidores, aumentando seu rendimento na prova. Entre os iniciantes, que percorreram 26 Km, os atletas locais foram a grande surpresa! o quarteto misto pomernano Água Doce ganhou com o tempo de 2h28, seguidos de perto pela dupla Bike Aventura (2h29) de Ibirama, SC. |