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1a Etapa do Catarinense 2008: superação total pra Sul Brasilis |
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Segundo, havíamos corrido a Brasil Wild Extreme, prova de 600km no sertão da Bahia e Pernambuco, 2 semanas atrás, e a recuperação não tinha sido total, inclusive, a Tuti, ainda estava com umas bolhas inflamadas no calcanhar. Porém, pelos pontos no RBCA e pela atrativa premiação, resolvemos encarar do mesmo jeito. A Prova Ficamos de nos encontrar diretamente na Largada, pois o André e Negão, moram em Joinville e Jaraguá do Sul. A Tuti tinha pós-graduação no dia (sábado), e combinamos que ela iria à aula apenas de manhã para podermos sairmos meio-dia. Com o engarrafamento na BR-282, chegamos 15 minutos antes da largada (16hs), mas até montarmos as bikes, vestirmos o uniforme de prova, e ir para o local de fato da largada (os carros ficavam estacionados em outro local), largamos atrasado!! Forçamos o ritmo demais no início, chegando a 40km/h nos trechos planos, tentando juntar-nos ao pelotão. Deu certo. No primeiro grande morro, alcançamos as últimas equipes e continuando forte, fomos ultrapassando e alcançando os líderes. Neste primeiro trecho de bike (60km), haviam pontos facultativos que geravam bônus em tempo. Eram picotadores de orientação presos à árvores em um reflorestamento. Seguimos eu e André enquanto o Negão e Tuti nos aguardavam na bifurcação por onde voltaríamos. Nesta ocasião, alcançamos a Lagartixa, líder da prova e atualmente uma das melhores equipes do país. Ficamos contentes de ter conseguido recuperar nosso atraso da largada. Por sorte, encontramos o último picotador recém escurendo, ainda sem as lanternas, bem no "timing" da prova!!! Voltamos para encontrar os outros dois da equipe e seguir para o PC1. Assinamos em 5o, mas outras equipes, como Audax e Fenix, não haviam pego todos os facultativos o que nos deixava em certa vantagem com eles. Após um grande down-hil rumo ao PC2, um grande erro meu: por não ter visualizado a linha geral do percurso antes da prova e na pilha da prova (fazemos tudo meio rápido sem pensar direito!!!), não percebi que havia uma trilha de ligação entre duas estradas e optei por um caminho mais longo (10-15km?!) e montanhoso (300 metros de subida a mais) entre o PC1 e 2!!! Isto significou no mínimo uns 40 minutos a mais de desgaste e tempo perdido. Foi agravado ainda pelos fatos de quebrar o pedal do Negão neste trecho (travou o eixo do pé esquerdo, então, a medida que se pedalava, o pedal desenroscava e caia - e ainda faltavam 30km para terminar esta bike), e uma corrente quebrada na bike do André, o que nos custou mais tempo e posições perdidas. Chegamos em nono lugar no PC2 (de onze quartetos!!!), há uma e quinze atrás dos novos líderes: Papaventuras. Não desanimamos e ainda queríamos tentar buscar o 3o lugar, que garantia uma premiação em dinheiro e um alívio financeiro na participação das próximas provas. Para nossa surpresa, mesmo o Negão alternando pedaladas com uma perna só e corrida empurrando a bike morros acima, chegamos em 3o no AT1, atrás apenas da Papaventuras e Lagartixa, e ainda a diferença havia caído para uma hora!! (Uma estrada que seguia por entre duas casas enganou a maioria dos navegadores, que pensaram que era apenas uma rua de acesso às casas). Como gostamos de remar, ficamos mais animados, e surgiu a esperança de buscar os líderes, já que ainda faltavam 26km de duck, 35 de trekking (onde tudo pode acontecer!!) e mais 15 de bike. Após a canoagem, diminuímos mais alguns minutos a desvantagem (para uns 50 minutos). E após termos plotado novos PC's e ter sido informados pela organização que os PC's 6 e 7 haviam sido cancelados, seguimos rápido para o 8 pois já estávamos quase congelando naquela fria madrugada (eram 2hs da manhã). Uns 2km após termos iniciado o Trekking, percebi que havia no mapa um tal de F1 e F2, quando perguntei ao André o que significavam (mais um problema de chegar atrasado e não ir no Briefing!!!), ele me respondeu que eram facultativos, então surgiu a dúvida se teríamos que fazê-los ou não, já que o fiscal ter dito seguir para o 8. O André lembrou que era uma hora de bônus para cada um. Corremos para alcançar uma dupla na frente, e tirar a dúvida com eles: se por acaso o fiscal teria comentado o cancelamento ou não dos facultativos?! Eles também não tinham certeza, quando decidimos, ir buscá-los, afinal, eram facultativos e não estavam tão longe assim do PC8 (virtual). Apesar da grande lama neste trecho, valeu muito a pena pegá-los, pois perdemos uma hora e quinze e ganhamos duas horas de bônus, ficando com saldo de 45 minutos, significativo numa prova de média duração. Seguimos em frente com esperança que estávamos apenas à meia hora dos líderes, pois um morador havia nos dados esta informação (próximo ao PC9, também virtual). A caminho do Rapel (PC 10), estava amanhecendo o dia, e a nossa energia, se esgotando (com certeza reflexo do forte ritmo da largada). Decidimos adiantar um pouco na frente (eu e o Negão), para ir fazendo o Rapel (só dois fariam). Não deu certo, uma bifurcação que não estava no mapa pouco antes do PC, tirou a Tuti e o André do caminho correto e custou uns 40 minutos pra equipe, pois houve um pequeno desencontro, e ainda tivemos que voltar para o Rapel novamente! A diferença de tempo havia aumentado pelo desencontro de nossa equipe e agora estávamos a cerca de uma hora e pouco atrás deles. Uma notícia ao mesmo tempo animadora e preocupante: tanto a Papaventuras quanto a Lagartixa não haviam passado nos "F's", o que teoricamente nos dava as 2 horas de vantagem sobre eles. Contudo, começamos a imaginar que talvez tínhamos ido à toa nos facultativos, pois eles poderiam ter sido cancelados assim como o PC6 e 7?! Após o Rapel, mais uns 20 minutos perdidos tentando encontrar a trilha correta para cruzar o último morro do trekking (um morador não nos deixou passar na casa dele falando que o caminho era no vizinho, enquanto que na verdade, era na casa dele mesmo, pois voltamos depois e passamos no terreno dele após o tempo perdido!!!). Vendo após a prova, o tracklog feito pelo adventuremag, fizemos um caminho diferente neste último trecho: azimutamos por um pasto tentanto economizar caminho. Um porco enorme morto e em estado de putrefação marcou este momento da prova! Avistamos um quarteto já pedalando para a Chegada, pois os caminhos deste trekking e última bike se cruzavam, e marcamos uma referência: tínhamos duas horas para estar naquele ponto, caso nosso bônus estivesse valendo. Chegamos na última AT exatamente 1:55hs atrás do líder, uma ma margem nem um pouco segura, ainda mais que estávamos "quebrados" e sem energia para o sprint final, e ainda como agravante o Negão estava sem pedal!! De qualquer forma não desistimos e seguimos lentos numa subida cascuda. Passamos exatamente duas horas depois no ponto onde havíamos avistado o quarteto passando, o que já nos adiantava que a diferença no final (caso ainda fosse considerado o bônus), muito apertada. Após um empurra-bike num down-hill técnico em trilha, chegamos na estrada de chão que finalmente sinalizava apenas descida até a chegada. Fomos nas últimas e chegamos com 18 minutos de vantagem, considerando os bônus dos "F's". Felizmente, nossa vitória se confirmou, com a Lagartixa em segundo e Papaventuras em terceiro. Esta pontuação nos elevou de nono para sétimo lugar no RBCA, meta da equipe para 2008. Parabéns a nossa equipe por nao ter desanimado nenhum momento e ter acreditado e ido buscar o objetivo na prova (quase 50% da inscricao da ecomotion!!). Destaque para o Negão (que apesar de tomar um puxão de orelha por falta de manutenção na bike), foi o maior saci perere da história!!! Pedalou uns 30 km no primeiro trecho só com a perna direita, e depois mais 15km no final (por isso é bom correr com os caras fortes!!!) Parabéns
também aos alunos da nossa Assessoria: e tb a todos os outros participantes e organização |